Notícias e Eventos


Universidade Columbia organiza palestra “The State of the Planet”

1 de dezembro de 2020

 

O World Leaders Forum da Universidade Columbia vai organizar a palestra virtual “The State of the Planet” (O Estado do Planeta) no dia 02 de dezembro, das 10h45 ao 12h BRT. O discursista será o Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, António Gutierres. A abertura será feita pelo Presidente da Universidade de Columbia na cidade de Nova Iorque, Lee C. Bollinger.

O evento debaterá crises atuais que envolvem as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade. Serão apontadas soluções para reverter o rumo atual de degradação ambiental.

É possível participar assistindo à transmissão ao vivo da palestra na “UN Web TV” ou no canal do YouTube da Columbia University. A opção de legenda automática (closed caption) estará disponível.

Inscrições aqui

 

Para mais informações, entre em contato com:

World Leaders Forum:

212-851-7421

worldleaders@columbia.edu

Inscrições abertas para debate sobre “Educação para cidades resilientes”

25 de novembro de 2020

 

O Consórcio ODS vai realizar uma série de debates em inglês sobre o papel da educação no desenvolvimento de cidades e comunidades resilientes no dia 9 de dezembro, de 14h as 15h (BRT). O evento tem como objetivo reunir os principais pesquisadores de sustentabilidade do mundo (membros do Consórcio ODS), convocados pelo Centro para Desenvolvimento Sustentável do Earth Institute. O link para participação será enviado por e-mail no dia anterior ao evento. As inscrições podem ser feitas por aqui

A conversa é um fragmento do evento virtual “Reimaginando a Cidade para o Século XXI“, composto por três partes. Neste dia, especialistas vão apresentar soluções inovadoras para garantir que as cidades se tornem vitoriosas na luta contra as mudanças climáticas, assim como elementos de justiça social que as autoridades municipais devem considerar para projetar e construir um futuro urbano mais justo. Segundo dados da UN Habitat, as cidades e áreas urbanas estão sendo cada vez mais afetadas pela crise climática, seja pelas grandes emissões de gases estufa ou efeitos do aquecimento global. Ainda de acordo com informações da Agência da ONU, as cidades consomem 78% da energia mundial e produzem mais de 60% dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Estão abertas as inscrições para a “Série de diálogos sobre o relatório SDSN: Acelerando a Educação para os ODS nas Universidades”

10 de novembro de 2020

 

As redes nacionais SDSN Canadá e SDSN EUA vão realizar a “Série de diálogos sobre o relatório SDSN: Acelerando a Educação para os ODS nas Universidades” no dia 18 de novembro, de 13h as 14:30h (BRT). O encontro vai esmiuçar o capítulo quatro do guia homônimo, através da apresentação do relatório e de propostas de novas transformações para as instituições. As inscrições podem ser realizadas através do link: https://live.remo.co/e/dialogue-series-on-the-sdsn-repo/register.

O evento contará com a presença do palestrante sênior na MIT Management Sloan School e cofundador do Presencing Institute, Otto Scharmer; da professora da Escola de Saúde Pública TH Chan de Harvard, Wendy Purcell; da diretora executiva do Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Operacionalização do Desenvolvimento Sustentável (CIRODD), Sarah Mendelson e da professora associada e decana associada de pesquisa, Amelia Clarke.

O guia “Acelerando a Educação para os ODS nas Universidades” foi preparado em setembro através de uma parceria com a Rede Regional SDSN da Austrália, Nova Zelândia e Pacífico, a Universidade Politécnica de Madri e a Monash University, incluindo contribuições de dezenas de instituições de ensino superior em todo o mundo. 

As instituições de ensino superior possuem um papel decisivo em ajudar a sociedade a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), inclusive aproveitando suas funções de aprendizagem e ensino para fornecer Educação para os ODS. Neste sentido, o guia oferece abordagens práticas e orientações, demonstrando diferentes formas em que essas práticas sustentáveis podem ser implementadas nas universidades com rapidez e profundidade.

Professores e pesquisadores da PUC-Rio apontam a importância do ensino e pesquisa voltados para a sustentabilidade, durante Conferência Anual da SDSN Brasil

30 de outubro de 2020

Professora do Departamento de Geografia da PUC-Rio e Coordenadora do Mestrado Profissional em Ciência da Sustentabilidade, Agnieszka Ewa Latawiec

 

O último dia da Conferência Anual da SDSN Brasil foi dedicado a apresentar as iniciativas e parcerias da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro no caminho da educação para a ciência da sustentabilidade. Professores e pesquisadores da instituição apresentaram projetos de ensino e pesquisa com destaque para o Mestrado Profissional em Ciência da Sustentabilidade, lançado este ano, que tem como um dos objetivos capacitar profissionais de diferentes setores para lidar com os desafios da sustentabilidade, além de contribuir para a incorporação de políticas e práticas sustentáveis nos setores público e privado. 

Agnieszka Ewa Latawiec, professora do Departamento de Geografia da PUC-Rio e Coordenadora do Mestrado Profissional em Ciência da Sustentabilidade, falou com entusiasmo do mais novo curso da Universidade, que teve início em agosto. 

“Esse é o primeiro mestrado profissional em ciência da sustentabilidade do Brasil coordenado também pelos professores Bernardo Strassburg (PUC-Rio), professor Fabio Scarano (UFRJ). É um novo campo de ciência. Não temos muitos cursos nessa área de sustentabilidade, mas é um tendência crescente mundial que trata tópicos relacionados a transdisciplinaridade e também aborda ferramentas e soluções para grandes temas e grandes desafios do sistema, tendo duas linhas de pesquisa; Sistemas socioecológicos e sistemas sociotecnológicos”, pontuou Agnieszka.

Ainda durante a conferência o diretor do Departamento de Teologia, Padre Waldecir Gonzaga, usou sua fala para pontuar as contribuições do departamento ensino e pesquisa voltados para temas socioambientais. Entre os muitos projetos realizados pela Teologia, ele lembrou do Congresso da ANPTECRE, realizado em setembro de 2019, que reuniu mais de 700 pessoas, para discutir questões sobre Religião e Crise Socioambiental. 

“No congresso mostramos um pouco do que a Ciência da Religião e a Teologia juntas podem, enquanto área da Capes 44, produzir na área da pesquisa e do ensino neste campo. Posso dizer que os resultados foram ótimos, muito positivos. Do encontro surgiram artigos que já foram publicados em revistas teológicas espalhadas pelo Brasil e antes do fim do ano sairá um livro com o resultado das discussões da sete mesas temáticas. Ali vocês vão encontrar discussões sobre diversos temas, de gênero, violência, água, Amazônia, entre outros. O livro sairá pela Editora PUC nas versões impressa e também em formato e-book”, adiantou o diretor. 

Juliano Assunção, professor do departamento de Economia, aproveitou sua participação para falar sobre a parceria da PUC-Rio com Climate Policy Initiative (CPI), uma organização com experiência na análise de políticas públicas e finanças que tem como objetivo central fazer uma ponte entre a academia e políticas públicas com intuito de ajudar instituições, governo e empresas privadas a alcançar uma economia sustentável e mais inclusiva. Dentro do CPI encontra-se o Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas (NAPC), escritório da organização no país, coordenado pelo professor.  O núcleo produz estudos sobre políticas públicas apontando áreas que precisam ser melhoradas para garantir o crescimento econômico aliado a conservação ambiental. 

 

Juliano Assunção, professor do departamento de Economia da PUC-Rio

 

Participaram ainda do painel o coordenador Mestrado Profissional em Engenharia Urbana e Ambiental, professor Celso Romanel, o coordenador da Pastoral Universitária Anchieta, Pe. José Abel de Sousa, o diretor do BRICS Policy Center: Centro de Estudos e Pesquisas BRICS, Paulo Luiz Moreaux Lavigne Esteves e a Coordenadora Central de Cooperação Internacional (CCCI) da PUC-Rio, professora Angela Paiva, a mediação ficou por conta de Oscar Graça Couto, Membro do Comitê Executivo da SDSN Brazil. 

Com o tema central “Cooperação para um futuro equitativo”, o encontro reuniu nos dias 28, 29 e 30, especialistas e profissionais de áreas ligadas a temas socioambientais para debater a Agenda 2030 e divulgar iniciativas e soluções que ajudem atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Pesquisadores destacam papel das universidades como facilitadoras na implementação da Agenda 2030, durante Conferência da SDSN Brasil

30 de outubro de 2020

Vice-presidente da SDSN das Américas, Emma Torres

 

A importância do trabalho das universidades na cooperação com a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN Global) foi amplamente destacado durante o segundo dia da Conferência Anual da SDSN Brasil, nesta quinta-feira, 29. A vice-presidente da SDSN das Américas, Emma Torres, pontuou que as instituições de ensino têm grande papel em discutir e propor ações locais para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

Emma Torres fez questão de frisar que atualmente, a SDSN possui mais de 1.200 universidades com membros ativos e está presente em 186 países. A vice-presidente da SDSN das Américas pontuou também que agir em dimensões globais é a vocação da Rede, sobretudo na disseminação a nível mundial de soluções sustentáveis no ensino acadêmico e científico. Entre os múltiplos esforços realizados pela Rede está o guia “Acelerando a Educação para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas Universidades”, com o objetivo de ajudar as instituições de ensino a pôr em prática uma metodologia de ensino voltada para o cumprimento da Agenda 2030 e dos ODS.

“O fato de estamos nas universidades, como é o caso da PUC-Rio, que são líderes nos seus países é muito importante porque também tem um trabalho da academia. É muito interessante ver como as nossas redes avançam com temas que são originais e que merecem uma atenção maior a nível da especificidade local e regional”, reitera Emma.

Seguindo a fala de Emma, a coordenadora de redes nacionais e regionais da SDSN, Dorothea Strüber, explicou que a Rede tem o poder de debater e analisar grandes problemas globais, por isso a SDSN Brasil concentra esforços para estreitar relações entre os membros no país. Neste sentido, elogiou a PUC-Rio durante a Conferência, afirmando que a instituição tem feito um ótimo trabalho em sediar a Secretaria Executiva da SDSN Brasil. Um dos principais obstáculos enfrentados pela SDSN é na obtenção de dados para os seus relatórios anuais, o que torna o trabalho das universidades imprescindível na questão de fornecer indicadores de qualidade em tempo real.

“Atualmente, durante a pandemia nossas redes se esforçaram para fornecer suporte científico, que foi essencial aos governos. As redes da SDSN provaram ser realmente vitais para o trabalho de combate à pandemia, desenvolveram soluções e criaram parcerias inovadoras durante este período, trabalhando as necessidades imediatas e a recuperação a longo prazo”, assegura Dorothea.

 

Coordenadora de redes nacionais e regionais da SDSN, Dorothea Strüber

 

O evento on-line foi a primeira Conferência da SDSN realizada pela PUC-Rio, um ambiente rico em conteúdo científico e que está em harmonia com os ideais sustentáveis propostos pela Rede. De acordo com o chair da SDSN Brasil e diretor do Núcleo Interdisciplinar do Meio Ambiente (NIMA/PUC-Rio), Luiz Felipe Guanaes, o principal desafio da SDSN no país é ampliar a rede de universidades. Para ele, as instituições de ensino têm o poder de percepção, mas não necessariamente a solução dos desafios globais. Ele afirma ainda que a percepção e criatividade das novas gerações são soluções possíveis de serem absorvidas por outras entidades e organizações, destacando a SDSN como a responsável por oferecer caminhos para que essas iniciativas desenvolvidas dentro das universidades atinjam a realidade social.

“Nós temos um facilitador enorme, e esse facilitador se chama Papa Francisco. Foi criado há cinco anos a Laudato Si’, que na verdade é uma encíclica verde que tem uma harmonia muito grande com os ODS. Então nessa medida a gente consegue, acredito eu, montar redes fortes de pesquisa que vão gerar, no final das contas, soluções muito concretas. Você tem que pensar grande olhando o local e olhar o local pensando grande”, completa Guanaes.

O diretor da Rede de Empreendedorismo Sustentável de Impacto (BAANKO), André Menezes, reforça a necessidade de transformar problemas pontuais em ações locais, criando negócios de impacto em pequenas escalas com soluções futuras. A Baanko é responsável por promover programas de desenvolvimento no Brasil com foco nos ODS, como por exemplo a adoção de medidas relacionadas à economia circular em lixões. Para ele, existem milhares de oportunidades nacionais com chances de serem implantadas a nível global.

O monitoramento e avaliação de políticas públicas são essenciais para que a sociedade possa ter mais conhecimento sobre a realidade. É a partir deste princípio que o Coordenador do Observatório Metropolitano ODS (METRODS), Cid Blanco, inicia a sua participação na Conferência. 

“A agenda 2030 serve de inspiração para o trabalho das pessoas há muito mais tempo que a gente imagina e aí tivemos a ideia, através da ONU Habitat, de fazer uma série de mesas redondas apresentando os projetos selecionados e debatendo o papel da arquitetura e urbanismo no desafio de planejar as cidades e pensar num momento de pós pandemia. Assim que passar essa série de eventos, a gente vai voltar ao projeto original, da instalação dos observatórios para divulgar e difundir esse trabalho a partir do uso de indicadores locais próprios, sem a necessidade de dados oficiais, para que a gente possa monitorar a Agenda 2030”, comemora Blanco.

 

Coordenador do Observatório Metropolitano ODS (METRODS), Cid Blanco

 

Universidades ajudam na implementação da Agenda 2030

Ele acrescenta ainda que, atualmente, é difícil trabalhar com dados de pesquisa oficiais. Neste sentido, a parceria com as universidades tem sido de grande importância, sobretudo para o METRODS. Os indicadores fornecidos pelas universidades ajudam na implementação da Agenda 2030 e de políticas públicas, pois informam as reais necessidades sociais aos governantes. 

O encontro virtual foi encerrado por Virgílio Viana, chair da SDSN Amazônia, que tem a missão de promover iniciativas para o desenvolvimento sustentável na região Amazônica, que acontece graças ao apoio de diversas parcerias nacionais e internacionais. “É uma instituição irmã da SDSN Brasil, a diferença é que nós somos uma instituição plurinacional, que envolve os nove países da Amazônia”, explicita Viana. 

O segundo dia da Conferência Nacional da SDSN foi mediado pelo empresário Marco Simões e pela Coordenadora de Rede SDSN Brasil, Melissa Casacchi. O evento colocou em pauta o tema “Problemas Globais e Ações Locais”, com o objetivo de apresentar a SDSN Global e sua atuação ao público.

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